CONHEÇA A ARTISTA #73 - AZLA
"Busco impactar as pessoas, gosto de cores e coisas extravagantes, chiques, clássicas, e boemias. Vejo que meu trampo desperta uma potencia que precisa ser vista."
1/15/20262 min read


A'CRON: Como e quando foi o seu início na arte ?
AZLA: Comecei a me manifestar artisticamente por volta de 2020, que foi um momento mais consciente que tive com a minha arte, eu ja fazia algumas pinturas e desenhos nos horários de aulas ou pra ocupar a mente, então tive a iniciativa de expor pras pessoas as telas que pintava e abrir encomendas, também tive a oportunidade de fazer parte do Aracno, um brechó em parceria com meu amigo Americo, nos tinhamos um projeto onde pintavamos as roupas garimpadas com o propósito de trazer personalidade e exclusividade pras peças.
Foi um momento muito importante, pois esse trabalho nos exigia criatividade e a liberdade de colocar todas as nossas referências de estética e moda nas roupas.… Consolidando vivencias culturais e na rua especialmente no movimento Hiphop conheci o Viet que ja canetava muito na época e serviu de grande inspiração, junto dele conheci mais pessoas que rimavam, tinham suas musicas e poesias.. então pensei que eu tambem conseguia fazer, juntando a necessidade de expressar o que ha preso no peito e ter uma rima foda.
Assim fui escrevendo minhas primeiras musicas e compartilhando com meus aliados. Pouco depois, surgiu a PediRua, um coletivo criado para reunir artistas que já conviviam e trocavam vivências e manifestações artísticas, com o objetivo de colaborarmos uns com os outros — e que segue vivo até hoje.
A'CRON: Quais foram os principais desafios que você enfrentou para se firmar como uma artista?
AZLA: Algumas dificuldades cotidianas acabaram me desmotivando muitas vezes em acreditar que é possível viver da minha arte, com o tempo fui aprendendo a não me pressionar com expectativas frustrantes o que me traz cada vez mais liberdade de criar..
A'CRON: Como você enxerga a cena do Distrito Federal e quais referências você tem da cidade?
AZLA: O Df tem muitos artistas famintos e geniais, vejo nossa cidade com sede de se expressar e criar o novo, e que muitos artistas que estão se desenvolvendo hoje não se identificam com todo estereótipo que existe em cima do Df que gira em torno de uma faceta elitizada, ai que entra o prazer de revirar toda cena mostrando toda potencia que mora no no entorno, quebras e favelas,
Minhas maiores referências do Df são a Golden Era, Viet, Yank, Negumin, GaboKilla, Kalm, Fsura, Kladahhh, Filipe Lima, Dudumano, Bluntboy, Negraeve, Under, Edia, Tatiana Assem Haidar, Flora Matos, Splifdaddy, Dj Firma, Thiago Raiz, dentre muitas outras…
