CONHEÇA O ARTISTA #68 - JEDI
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1/15/20262 min read


A'CRON: Como foi o seu início no mundo do grafite e quais desafios tu enfrentou em se firmar na cena?
JEDI: Meu inicio no graffiti foi bem divertido, digamos assim, porque desde que comecei tento fazer isso de maneira leve, sem essa lógica de competição, de querer ser melhor que o outro ou algo nesse tipo. Sempre tentei fazer com que as coisas acontecessem de maneira orgânica e aproveitando cada processo de evolução nos desenhos e nas técnicas.
Outra coisa que foi muito importante no meu inicio e que carrego até hoje é ouvir meus amigos que também são grafiteiros, são trocas que fortalecem e ajudam muito, pois cada artista vai ter um ponto de vista diferente, referencias diferentes. Sobre os desafios, um dos que enfrentei no inicio foi construir uma identidade no meu jeito de fazer graffiti. Acredito que pra todo grafiteiro essa parte é uma das que está presente porque é algo que te apresenta, que as pessoas associam a você e te reconhecem quando enxergam o graffiti na rua. Então esse processo de construir uma identidade estética no meu jeito de pintar foi desafiador, até hoje é algo penso bastante sobre.
A'CRON: O que despertou em você a vontade de seguir a carreira de artista visual e como essa motivação evoluiu ao longo dos anos?
JEDI: A vontade de seguir carreira nesse lugar da arte não foi uma parada que comecei com essa intenção. Outras coisas me fizeram querer fazer parte disso, o graffiti começou pra mim como uma forma de me expressar, de buscar entender a história do hip hop e da grandeza dos seus elementos, de entender sobre a minha história e do lugar que de onde venho, fui conhecendo o caminho caminhando rsrsrs. Mas, com o tempo, você percebe possibilidades de poder ocupar novos espaços por meio da arte, de construir nisso uma forma de viver a partir do que você ama.
Ao longo dos anos, essa motivação de continuar, mesmo com desafios, evoluiu me mostrando que o graffiti é um caminho de sair das caixas que colocam para grafiteiros. Percebo muitas vezes as pessoas ditando o que é ser grafiteiro e o que é graffiti, e isso é uma parada grande e diversa pra ser vivida de maneira limitada. E isso tem me ajudado a evoluir como grafiteiro, sair das caixas, perceber outras coisas que podem agregar os meus trampos.
A'CRON: Como você enxerga o estágio atual da sua relação com a arte e quais objetivos você almeja alcançar?
JEDI: O meu estágio atual com a arte é ser sincero com as paradas que me representam, de levar nos meus trampos o que faz parte de quem sou e do tenho carregado na minha bagagem de experiencias. Também tenho tentado me desamarrar dessas caixas que comentei aproveitando o processo, tem sido uma parada bem leve. E sobre os objetivos, o principal é continuar pintando na rua, continuar colocando minhas ideias em movimento e através do graffiti, do Hip Hop, continuar conhecendo pessoas, lugares, ideias, paradas que somam na arte e no artista.
