CONHEÇA O ARTISTA #69 - TIEV
1/15/20261 min read


A'CRON: Como e quando foi o seu início na música?
TIEV: Tenho contato com a música desde muito cedo, influenciado pela minha mãe e por meus tios, que sempre estiveram conectados ao rap, à MPB e ao samba. Esse ambiente cultural, somado ao envolvimento de familiares com os elementos do hip hop — como o breaking e a Pixação — foi determinante para minha formação artística e para meu ingresso no movimento hip hop, despertando meu interesse pela composição e pela interpretação musical.
A'CRON: Como você enxerga a cena artistica do Distrito Federal e quais referências você tem da cidade?
TIEV: Minha trajetória, assim como a de muitos artistas das periferias, foi construída de forma independente, marcada pela resistência e pela produção em home studios, muitas vezes com recursos limitados. Ao longo dessa caminhada, fui adquirindo conhecimento técnico e artístico, enfrentando desafios constantes, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade financeira e ao equilíbrio entre a arte, o trabalho e a sobrevivência.
A'CRON: Quais foram os principais desafios que você enfrentou para se firmar como um artista musical?
TIEV: O cenário cultural do Distrito Federal e do Entorno sempre se destacou pela riqueza criativa e pela forte identidade, abrangendo o rap, a dança e o Vandal. Minha principal fonte de inspiração é a minha quebrada, Ceilândia Norte, território que influencia diretamente minha estética, minhas narrativas e minha sonoridade.
Minhas referências artísticas incluem Prodbluntboy, Meclarrys, Mankey, Neguminn, Azla, DJ Yank, Gabo Killa, Thiago Raiz, Spliff Daddy, DJ Firma e Fsura.
A'CRON: Em uma frase, tente simplificar a forma que você enxerga o seu trabalho artístico
TIEV: Meu trabalho é um reflexo da minha vivência, da minha identidade e do meu profundo compromisso com a cultura hip hop.
