POR TRÁS DO MOVIMENTO #14 - LUIZA GUIDO

Eu a vejo a dança como ponto de partida, meio e fim para o meu desenvolvimento, tanto pessoal quanto como artista - se é que eles se separam.

12/23/20252 min read

LUIZA GUIDO: Eu não tenho uma memória do meu primeiro contato com a dança, porque cresci com ela, mas posso dizer que foi entre 3 ou 4 anos de idade, quando comecei a ficar o dia todo na escola. Lá, eu fiz balé/jazz com a mesma professora até os 10 anos, e foi ali que, pela primeira vez, eu me senti pertencente a algo fora da família ou da escola.
Era uma coisa tão integrada na minha rotina que era como se fosse ser daquele jeito pra sempre - e eu queria que fosse.

Hoje, como estudante de Pedagogia, eu tenho a infância como a época mais preciosa da vida, e a exploração do movimento é uma das coisas que mais me fazem entrar em contato com a pequena eu e com a essência pura e inteira do ser criança. Eu vejo infinitas possibilidades na junção de educação e criatividade, e isso me move hoje em dia.

A'CRON: Como foi o seu primeiro contato com a dança e o que te motivou a seguir nesse caminho?
A'CRON: Quais foram os principais desafios que você enfrentou no início da sua trajetória?
LUIZA GUIDO: Eu comecei a ver a dança como possibilidade profissional bem depois de quando comecei a fazer aula de dança. Hoje, eu dou aula de dança não só por dançar, mas pela docência em si. O meu processo de descobrir o que eu queria “fazer da vida” foi complicado, por causa de uma ideia interna de que eu deveria focar 100% em uma coisa só. Levei tempo pra entender que posso viver de muitas paixões e que as minhas escolhas profissionais não precisam definir que eu sou.
A'CRON: Existe algum momento marcante que mudou a forma como você se relaciona com a dança?
LUIZA GUIDO: Eu sinto que minha relação com a dança se transformou completamente depois que eu perdi meu pai. Foi um período que me custou muito e ao mesmo tempo me amadureceu imensamente.
O que eu sou como artista e criadora é uma transformação constante de tudo o que já vivi, senti, observei e absorvi. Gosto de pensar que minha identidade é feita de identificações.
A'CRON: Quais são as suas referências no movimento da dança do DF?
LUIZA GUIDO: Minhas referências na dança no DF são, principalmente, aqueles que estão perto de mim. Meu irmão Pedro é minha inspiração diária - crescer dançando com ele me motiva a seguir nesse meio. Valéria Assunção me abriu portas na arte e me deu as primeiras oportunidades de fazer o que eu mais amo: criar.
Yuri Orí, Alê Araújo, Thiago Nau, Marcos Vaz e Renato Fernandes são outras referências de artistas e professores com quem me identifiquei e aprendi muito, e que me ajudaram a compor e descobrir minha própria dança.